Thursday, December 6, 2007

Pequenos Momentos (2)

Para a Cientista:

Pequenos momentos podem ser pequenos temporalmente em relação ao correr normal dos dias, mas são enormes em termo da sua cristalização no tempo. Assim, pondo uso à audição selectiva, e sensação selectiva, se tal conceito pode existir, eu selecto os pequenos momentos que se sobrepõem a tudo o resto. Os meus pequenos ‘grandes’ momentos é quando existir é mais fácil porque a cumplicidade das palavras existe, porque a cumplicidade dos pensamentos recria-se… e assim, sem expectativas de qualquer termo, porque expectativas pressupõem ilusão ou desilusão… os minutos passam a horas, as horas a dias, e os dias a momentos prolongados em futuros partilhados em palavras, em sorrisos cúmplices, em imagens.

Pequenos momentos são os ‘grandes’ momentos que passo com a Cientista que se prologam muito para lá das meras horas. Porque há aqueles que nos deixam indeferentes, aqueles que trazem ao de cima o pior em nós e aqueles… aqueles para os quais não é preciso usar palavras… porque a comunicação vai muito para além das palavras.
E assim, a Cientista partiu, mas é uma partida doce… porque o distante nunca é demasiado distante.

E se o Gil por vezes me carrega nos seus lirismos… a Cientista carrega-me nas palavras, na partilha do nosso lusitanismo, na partilha do ‘fico por aqui’… ‘fico por aí’…

Posted by The Assemblagist at 17:32:51 | Permalink | Comments (2)

Monday, November 19, 2007

Pequenos Momentos

Esqueçam as consultas do psicanalista, do psicólogo ou da homeopata. Esqueçam as noites desperdiçadas sozinhos em casa sentindo pena de nós mesmos. Esqueçam os passeios à beira rio viajando por aquilo que passou e não vai mais voltar. Esqueçam todos aqueles momentos que passaram sozinhos e desejaram ter mais alguém com quem partilhá-los.
Tudo o que é preciso é duas garrafas de vinho, chouriço, presunto e muito pão, bacalhau com natas, uma tarte de caramelo e um cheesecake… e é claro, mais para o final da noite, um bom vinho do porto. Tudo o que é preciso é uma mesa recheada e uma companhia de quatro – quatro ‘mais-do-que-tudo’ tugas – e assim num espaço de quase dez horas conversa-se muito, ri-se, saboreia-se o manjar, vê-se ‘Gato Fedorento’… e sobretudo, é-se feliz!

Fugi de Londres por três dias para voltar com as baterias recarregadas de momentos bons e luminosos (sim, porque aqui a escuridão aumenta de dia para dia)… e sobretudo, para regressar com aquela sensação de leveza que se tem quando se sente… simplesmente feliz. E na verdade, nem foi assim tão difícil – porque a vida é feita dos pequenos momentos, da cumplicidade de olhares e risos, do deixar para trás aquilo que realmente não importa.  

Posted by The Assemblagist at 13:27:47 | Permalink | Comments (2)