Friday, November 16, 2007
Thursday, October 25, 2007
Para a Cientista…
Na verdade o real é indistinto do irreal
Mas os caminhos por onde já passei
Assim muitas vezes me obrigaram.
Quando era nova
Queria sempre aquilo que não tinha
Normal… Mas eu queria lugares, não coisas
Eu queria estar em lugares desconhecidos
Bem longe de casa e…
De tudo aquilo que me rodeava.
Assim… durante anos fugi,
Corri, caminhei, divaguei
Porque em nada esse movimento
Acalmava o fogo que existia em mim.
Demoraram anos… e muitos dias
Com um aperto no coração
Olhando o infinito e calculando
O quão longe ‘casa’ era.
Mil seiscentos e dez dias…
Foi um pouco mais do que isso
O tempo que me levou a perceber
Que tudo o que eu construía na vida
Era uma fuga de algo
E não um olhar no amanhã.
Talvez a fuga nunca tenha acabado,
Mas o fogo acalmou.
A chama que me consumiu durante anos
Aprendeu a perdoar e a esquecer
Porque as raízes querem-se sólidas
Para quando a estação dos furacões chegar.
É claro que tal solidez
Continua a ser um tormento.
Mas tem dias que os sorrisos que nos rodeiam
Nos levam a distâncias
Nunca antes imaginadas.
