Friday, March 28, 2008

Eu Sei.

A vida corre. Tudo me parece tão apressado. Não percebo as suas mensagens. Não percebo o que me quer dizer. Não percebo. Simplesmente, não percebo. Fico perdida.
Tudo parece voltar: a casa que deixou um dia de ser casa, nunca mais volta a ser casa. O deslocamento é constante. Esta sensação de só querer estar aonde não estou parece ser constante. Prolonga-se. Engole-me. Angustia-me.
Disse adeus. Dei um abraço. Dei outro. E senti o vazio, a tristeza – de quem parte mas deixa para trás não aquilo que é mas aquilo que foi – que deixa para trás um passado que nem sei se algum dia existiu.
A realidade torna-se difícil de ser distinguida de ficções emotivas, de ficções que resultaram de sonhos estranhos, sonhos irreais, sonhos que eu apenas quero ignorar, deixar passar, deixar para trás.
O caminho que se abre continua sombrio, continua a não ser claro o suficiente para eu perceber qual o caminho certo – mas talvez o ‘caminho certo’ seja apenas uma ilusão humana, um desejo maior de querer dar sentido a algo que nunca precisou de ter sentido – pois a experiência quer-se sensorial.
Existo. Escrevo. Vivo no meu mundo académico, que se isola e ignora mundos pessoais – não porque a sua importância seja menor, mas porque assim é mais fácil. É mais fácil pensar que ignorar é opção.
Faço as malas. Daqui a pouco parto. Amanhã vai custar. Depois de amanhã também. No dia seguinte já tudo voltou à normalidade. Existem mudanças que têm que acontecer. brevemente. Eu sei.
Posted by The Assemblagist at 22:00:37 | Permalink | Comments (2)