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	<title>THE ASSEMBLAGIST</title>
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	<description>...uma colecção de notas, crónicas e reflexões...</description>
	<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 11:39:04 +0000</pubDate>
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		<title>O dia de amanhã</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/04/15/o-dia-de-amanha/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 11:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo desde que me lembro gente. Mentira. Primeiro li pela noite fora durante anos. Depois comecei a escrever. Em folhas soltas. Papel branco, às riscas, talões de compras, toalhas de mesa. Algumas folhas&#160;desapareceram, outras tornaram-se ridículas no seu conteúdo e foram rasgadas em quatro, e&#160;uma pequena minoria acabou em pastas dentro de gavetas ou armários&#160;nas casas da minha vida. Em Lisboa. No Alentejo. Nas montanhas. Por vezes quando menos espero encontro&#160;uma tentativa de poema,&#160;uma canção (método muito popular nos meus primeiros anos de adolescência), rascunhos de palavras soltas, e por vezes partilhas profundas,&#160;de quem odeia o diário mas que precisa da palavra escrita constante.<br />
Tem havido&#160;dias em que a palavra falada é demasiado dura ou cruel, que a realidade daquele momento em voz alta nos faria pôr em questão a continuação duma existência assim - e ao longo de tantos anos, em todos&#160;esses dias, existiu uma folha solta. Ontem, por acaso, mesmo por mero acaso encontrei três textos de 2005. De meses diferentes. Mas com a mesma angústia. O desespero de quem sabe que a mudança tem que ser impulsionada, mas a quem lhe falta a coragem para fazer as malas e começar de novo. Acabei por fazer as malas. E comecei de novo. A minha surpresa foi aperceber-me de como a mudança parece sempre bem mais fácil aquando se alcança estabilidade novamente.&#160;A perspectiva do&#160;dia de amanhã nem sempre acalma aqueles que iniciam uma estrada nova.
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			<content:encoded><![CDATA[<div>Escrevo desde que me lembro gente. Mentira. Primeiro li pela noite fora durante anos. Depois comecei a escrever. Em folhas soltas. Papel branco, às riscas, talões de compras, toalhas de mesa. Algumas folhas&#160;desapareceram, outras tornaram-se ridículas no seu conteúdo e foram rasgadas em quatro, e&#160;uma pequena minoria acabou em pastas dentro de gavetas ou armários&#160;nas casas da minha vida. Em Lisboa. No Alentejo. Nas montanhas. Por vezes quando menos espero encontro&#160;uma tentativa de poema,&#160;uma canção (método muito popular nos meus primeiros anos de adolescência), rascunhos de palavras soltas, e por vezes partilhas profundas,&#160;de quem odeia o diário mas que precisa da palavra escrita constante.<br />
Tem havido&#160;dias em que a palavra falada é demasiado dura ou cruel, que a realidade daquele momento em voz alta nos faria pôr em questão a continuação duma existência assim - e ao longo de tantos anos, em todos&#160;esses dias, existiu uma folha solta. Ontem, por acaso, mesmo por mero acaso encontrei três textos de 2005. De meses diferentes. Mas com a mesma angústia. O desespero de quem sabe que a mudança tem que ser impulsionada, mas a quem lhe falta a coragem para fazer as malas e começar de novo. Acabei por fazer as malas. E comecei de novo. A minha surpresa foi aperceber-me de como a mudança parece sempre bem mais fácil aquando se alcança estabilidade novamente.&#160;A perspectiva do&#160;dia de amanhã nem sempre acalma aqueles que iniciam uma estrada nova.
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		<title>Um dia aqui II</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/04/07/um-dia-aqui-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 11:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma voz feminina&#160;chega-me da mesa do café de paredes vermelhas e imagens que parecem tiradas do imaginário de Almodovar - o que eu queria era, simplesmente, um dia aqui. - Há uma pausa. Uma respiração profunda. - no entanto, parece alguém ter agitado&#160;a água da minha vida, e tudo parece agora, de uma ou outra forma, que um dia aqui, nunca poderá ser, simplesmente, aqui. - Não vejo o rosto, o olhar longínquo, ou mesmo a expressão de constragimento. A voz que fala está de costas para mim. A voz que fala tem provavelmente uma outra plateia, um ouvinte cúmplice. Eu apenas acompanho parte do diálogo. A minha solidão, naquela mesa de café de tons vermelho escuro que de certa forma me lembra outros cantos da minha vida - eu que já tive um quarto vermelho e um violeta claro e que agora me vou ficando pelo branco - obriga, naquele instante, a um simplesmente aqui.<br />
<br />
As imagens da minha vida são sempre de mar, de portos de partida, de horizontes longínquos, de um vento que de tão gelado nos corta a pele, de dias aqui que por vezes se quiseram tão desesperadamente ser para lá do aqui. As&#160;imagens da minha vida que ficaram gravadas no instante antes de descer a montanha, de decidir o rumo para além das trilhas já marcadas, vão-se sobrepondo, como camadas transparentes que aos poucos se vão diluindo nas paredes vermelhas. Evocam. Evocam momentos que nem sempre se tem a certeza de que foram presenciados.<br />
<br />
Há uma nova pausa. Um novo respirar. E eu regresso, à companhia de quem de costas me conta -amanhã parto novamente, e o simplesmente aqui, terá mais uma vez sido, apenas um&#160;momento de pausa. - És&#160;o marinheiro que na ausência do porto de partida, imagina sempre o regresso a casa, o ficar, o deixar o tempo das tardes quentes de Verão passar demoradamente. O regressar a casa nunca foi tanto o estar em casa como na hora da partida. Um dia simplesmente aqui - era também o que eu queria, agora que&#160;a visão desta tarde solarenta é marcada pela luz de quem se põe a oeste e a tudo toca com os seus tons laranjas avermelhados.&#160;
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			<content:encoded><![CDATA[<div>Uma voz feminina&#160;chega-me da mesa do café de paredes vermelhas e imagens que parecem tiradas do imaginário de Almodovar - o que eu queria era, simplesmente, um dia aqui. - Há uma pausa. Uma respiração profunda. - no entanto, parece alguém ter agitado&#160;a água da minha vida, e tudo parece agora, de uma ou outra forma, que um dia aqui, nunca poderá ser, simplesmente, aqui. - Não vejo o rosto, o olhar longínquo, ou mesmo a expressão de constragimento. A voz que fala está de costas para mim. A voz que fala tem provavelmente uma outra plateia, um ouvinte cúmplice. Eu apenas acompanho parte do diálogo. A minha solidão, naquela mesa de café de tons vermelho escuro que de certa forma me lembra outros cantos da minha vida - eu que já tive um quarto vermelho e um violeta claro e que agora me vou ficando pelo branco - obriga, naquele instante, a um simplesmente aqui.</p>
<p>As imagens da minha vida são sempre de mar, de portos de partida, de horizontes longínquos, de um vento que de tão gelado nos corta a pele, de dias aqui que por vezes se quiseram tão desesperadamente ser para lá do aqui. As&#160;imagens da minha vida que ficaram gravadas no instante antes de descer a montanha, de decidir o rumo para além das trilhas já marcadas, vão-se sobrepondo, como camadas transparentes que aos poucos se vão diluindo nas paredes vermelhas. Evocam. Evocam momentos que nem sempre se tem a certeza de que foram presenciados.</p>
<p>Há uma nova pausa. Um novo respirar. E eu regresso, à companhia de quem de costas me conta -amanhã parto novamente, e o simplesmente aqui, terá mais uma vez sido, apenas um&#160;momento de pausa. - És&#160;o marinheiro que na ausência do porto de partida, imagina sempre o regresso a casa, o ficar, o deixar o tempo das tardes quentes de Verão passar demoradamente. O regressar a casa nunca foi tanto o estar em casa como na hora da partida. Um dia simplesmente aqui - era também o que eu queria, agora que&#160;a visão desta tarde solarenta é marcada pela luz de quem se põe a oeste e a tudo toca com os seus tons laranjas avermelhados.&#160;
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		<title>Cada um é como é</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/04/04/cada-um-e-como-e/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 16:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Caminho. Saio em direcção a casa. É já o fim de uma noite e o princípio de outra. A luz com o seu amarelo tosco e os sons que se propagam criam uma passadeira de transeuntes observadores. Os que&#160;têm já&#160;destino marcado&#160;e os que ficam. Algumas luzes começam agora a desaparecer, outras a mudar de tom. O fim de uma noite dita o recolher das esplanadas de peixe fresco, o desaparecer de homens de laço preto e menu na mão, a ausência de ecos estrangeiros de quem tenta decifrar de dicionário na mão a sua sorte palativa. O outra noite trás no entanto públicos mais distintos, sons de gargalhadas altas, uma ou outra bicicleta isolada, seres que se querem arrastar por aqui até ao novo amanhacer. E eu caminho. Em direcção a casa. Entre uma e outra&#160;noite pela passadeira de observadores.&#160;Cada um é como é - diz o senhor de barba branca para o tocador de flauta.&#160;<br />
<br />
Gosto das fachadas de azulejos ignorados. Das portadas de madeira. Dos andares de que não se tem a certeza se estão habitados ou não. Caminho. Sou distanciada. Aprecio o eco de quem ri, de quem canta, de quem enrola seus dizeres depois de muito vinho tinto. Gosto de Lisboa à noite. Nos dias de semana. Nas noites entre&#160;a humidade de&#160;Inverno&#160;e a moleza de Verão. Cada um é como é - diz o velho de roupas já gastas da vida para o tocador de flauta.&#160;Repito. Repito mais uma vez. Cada um é como é. As verdades da sabedoria de quem faz vida pelas ruas de Lisboa.</p>

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<p>Caminho. Saio em direcção a casa. É já o fim de uma noite e o princípio de outra. A luz com o seu amarelo tosco e os sons que se propagam criam uma passadeira de transeuntes observadores. Os que&#160;têm já&#160;destino marcado&#160;e os que ficam. Algumas luzes começam agora a desaparecer, outras a mudar de tom. O fim de uma noite dita o recolher das esplanadas de peixe fresco, o desaparecer de homens de laço preto e menu na mão, a ausência de ecos estrangeiros de quem tenta decifrar de dicionário na mão a sua sorte palativa. O outra noite trás no entanto públicos mais distintos, sons de gargalhadas altas, uma ou outra bicicleta isolada, seres que se querem arrastar por aqui até ao novo amanhacer. E eu caminho. Em direcção a casa. Entre uma e outra&#160;noite pela passadeira de observadores.&#160;Cada um é como é - diz o senhor de barba branca para o tocador de flauta.&#160;</p>
<p>Gosto das fachadas de azulejos ignorados. Das portadas de madeira. Dos andares de que não se tem a certeza se estão habitados ou não. Caminho. Sou distanciada. Aprecio o eco de quem ri, de quem canta, de quem enrola seus dizeres depois de muito vinho tinto. Gosto de Lisboa à noite. Nos dias de semana. Nas noites entre&#160;a humidade de&#160;Inverno&#160;e a moleza de Verão. Cada um é como é - diz o velho de roupas já gastas da vida para o tocador de flauta.&#160;Repito. Repito mais uma vez. Cada um é como é. As verdades da sabedoria de quem faz vida pelas ruas de Lisboa.</p>
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		<title>As traseiras</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/29/as-traseiras/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 18:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<title>Criados brancos</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/29/criados-brancos/</link>
		<comments>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/29/criados-brancos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 17:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Criados brancos de cabelo bem apertado na nuca, que se vestem de fardas pretas e cinzentas com aventais brancos que foram outrora expostos a longas horas de luz solar. São tesos. Rígidos da sua secura. Criados invisiveís que estão à porta das casas, que nos deixam entrar, que tentam sorrir num olhar duro, de quem nos condena todas as opções, todas as escolhas, todas as acomodações duma existência rídicula - que eu diria quase sem sal. Sem pimenta. O olhar é ainda mais duro -&#160;como pudeste tu, sim tu, deixares derrotar-te de forma tão fácil? - As lágrimas parecem prestes a descer, os olhos brilham de tristeza: a mágoa dos pais que lutaram por uma liberdade que nunca soubemos apreciar. A luta dos outros é sempre tão fácil de desprezar.<br />
Criados brancos que outrora pensaram que um dia o mundo seria seu, que o carro seria maior, que a porta da casa daria para um jardim de relva verde e um balouço nas traseiras. Os cabelos são perfeitos, parte de uma imagem polida, esbranquiçada, monótona. Criados brancos apáticos que nos abrem a porta, que trazem café quase do dia anterior, e nos seus gestos cuidados, mas nem menos assim, de menor revolta nos dizem novamente -&#160;como pudeste tu, sim tu, nunca escrever em letras grandes nas páginas principais da tua vida esta vergonha?&#160;o silêncio de quem lutou uma vida toda para agora sobreviver assim? como pudeste tu? - O olhar é frio, a ausência do calor humano é notória, as mágoas da vida repreendem-nos.&#160;<br />
Criados brancos em tons&#160;cinzentos e pretos, que estão gastos, mas mesmo assim sobrevivem. Aguentam. Esperam. - como pudeste tu não honrar a minha luta e deixares-me assim, aqui, no esquecimento? como pudeste tu pensar que o caminho percorrido nada te tem a ensinar a ti, que vives dos louros das lutas de outrora? - O olhar é reprovador. Sempre. Mas a espera , essa, é paciente. Olhos de raiva que tanto se aproximam da paixão dos dias de marcha na rua e cânticos revolucionários.<br />
<br />
2. Dizem-nos que a luta armada nada alcança. Crescemos assim. E contra isso, pouco podem fazer os criados brancos. Há muito que esquecemos que o carro maior, o jardim com o baloiço nas traseiras era parte de um sonho maior, duma vizinhança humana, duma troca de conversa em vãos de escada e portadas de madeira. Há muito que foi apagado essa parte do sonho. O que temos agora perante nós é apenas uma ilusão do que poderia ter sido e nunca foi. E quanto a isso... poucos olhares frios terão a força para fazer a mudança, para trazer à rua um confratimento maior. A luta armada de cânticos revolucionários não é um mal maior para relembrar o esquecimento.&#160;- é um bem necessário - dizem-me, todos os dias.
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			<content:encoded><![CDATA[<div>1. Criados brancos de cabelo bem apertado na nuca, que se vestem de fardas pretas e cinzentas com aventais brancos que foram outrora expostos a longas horas de luz solar. São tesos. Rígidos da sua secura. Criados invisiveís que estão à porta das casas, que nos deixam entrar, que tentam sorrir num olhar duro, de quem nos condena todas as opções, todas as escolhas, todas as acomodações duma existência rídicula - que eu diria quase sem sal. Sem pimenta. O olhar é ainda mais duro -&#160;como pudeste tu, sim tu, deixares derrotar-te de forma tão fácil? - As lágrimas parecem prestes a descer, os olhos brilham de tristeza: a mágoa dos pais que lutaram por uma liberdade que nunca soubemos apreciar. A luta dos outros é sempre tão fácil de desprezar.<br />
Criados brancos que outrora pensaram que um dia o mundo seria seu, que o carro seria maior, que a porta da casa daria para um jardim de relva verde e um balouço nas traseiras. Os cabelos são perfeitos, parte de uma imagem polida, esbranquiçada, monótona. Criados brancos apáticos que nos abrem a porta, que trazem café quase do dia anterior, e nos seus gestos cuidados, mas nem menos assim, de menor revolta nos dizem novamente -&#160;como pudeste tu, sim tu, nunca escrever em letras grandes nas páginas principais da tua vida esta vergonha?&#160;o silêncio de quem lutou uma vida toda para agora sobreviver assim? como pudeste tu? - O olhar é frio, a ausência do calor humano é notória, as mágoas da vida repreendem-nos.&#160;<br />
Criados brancos em tons&#160;cinzentos e pretos, que estão gastos, mas mesmo assim sobrevivem. Aguentam. Esperam. - como pudeste tu não honrar a minha luta e deixares-me assim, aqui, no esquecimento? como pudeste tu pensar que o caminho percorrido nada te tem a ensinar a ti, que vives dos louros das lutas de outrora? - O olhar é reprovador. Sempre. Mas a espera , essa, é paciente. Olhos de raiva que tanto se aproximam da paixão dos dias de marcha na rua e cânticos revolucionários.</p>
<p>2. Dizem-nos que a luta armada nada alcança. Crescemos assim. E contra isso, pouco podem fazer os criados brancos. Há muito que esquecemos que o carro maior, o jardim com o baloiço nas traseiras era parte de um sonho maior, duma vizinhança humana, duma troca de conversa em vãos de escada e portadas de madeira. Há muito que foi apagado essa parte do sonho. O que temos agora perante nós é apenas uma ilusão do que poderia ter sido e nunca foi. E quanto a isso&#8230; poucos olhares frios terão a força para fazer a mudança, para trazer à rua um confratimento maior. A luta armada de cânticos revolucionários não é um mal maior para relembrar o esquecimento.&#160;- é um bem necessário - dizem-me, todos os dias.
</p></div>
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		<item>
		<title>Quarta</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/25/quarta/</link>
		<comments>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/25/quarta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia dizer que foi numa Quarta. Que tudo mudou. Que o silêncio da noite é sempre o mais assustador nas horas de solidão. Poderia até dizer que a solidão tem mesmo o seu lado de sedução. Que as palavras são sempre tão limitadoras, mesmo quando nos calha a nós o dom da sua partilha. Que&#160;há coisas que se fossem ditas fariam de nós loucos.<br />
<br />
Mas não. Nada disto me interessa dizer. Escrever. Hoje, a única coisa que me atormenta são aquelas pessoas que conseguem ler mais fundo. Que nos percebem sem palavras. Que de alguma forma conseguem perceber qual foi o caminho que seguimos até aqui - e que lá no fundo, seguiremos daqui para a frente. Pessoas que queremos aqui, e ao mesmo tempo ali. Que gostamos e odiamos. Porque na verdade, gostam de nós por gostar. Porque compreedem a unidade. O todo. Não temos para estas pessoas dias bons ou dias maus... temos apenas os nossos dias, em que somos simplesmente nós. Como todos os dias.<br />
<br />
Digo a alguém que tenho saudades de P.. Porquê? Sei e não sei. Tento explicar. Não dá. As sombras que estas pessoas fazem nas nossas vidas são sempre mais profundas do que o transparecemos. Invadem o espaço circundante, vão mais fundo, encadeiam o que tocam.&#160;Li noutro o final do meu diário de viagem. Voltei a lembrar. A recordar. Tem momentos em que o abraço de despedida é tão vazio. Porque a partida, a despedida não pode existir ali. O que existe naquele instante é uma temporalidade que tem dias em que se parece extender eternamente. Tenho saudades. E hoje é quarta. Simplesmente.
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			<content:encoded><![CDATA[<div>Poderia dizer que foi numa Quarta. Que tudo mudou. Que o silêncio da noite é sempre o mais assustador nas horas de solidão. Poderia até dizer que a solidão tem mesmo o seu lado de sedução. Que as palavras são sempre tão limitadoras, mesmo quando nos calha a nós o dom da sua partilha. Que&#160;há coisas que se fossem ditas fariam de nós loucos.</p>
<p>Mas não. Nada disto me interessa dizer. Escrever. Hoje, a única coisa que me atormenta são aquelas pessoas que conseguem ler mais fundo. Que nos percebem sem palavras. Que de alguma forma conseguem perceber qual foi o caminho que seguimos até aqui - e que lá no fundo, seguiremos daqui para a frente. Pessoas que queremos aqui, e ao mesmo tempo ali. Que gostamos e odiamos. Porque na verdade, gostam de nós por gostar. Porque compreedem a unidade. O todo. Não temos para estas pessoas dias bons ou dias maus&#8230; temos apenas os nossos dias, em que somos simplesmente nós. Como todos os dias.</p>
<p>Digo a alguém que tenho saudades de P.. Porquê? Sei e não sei. Tento explicar. Não dá. As sombras que estas pessoas fazem nas nossas vidas são sempre mais profundas do que o transparecemos. Invadem o espaço circundante, vão mais fundo, encadeiam o que tocam.&#160;Li noutro o final do meu diário de viagem. Voltei a lembrar. A recordar. Tem momentos em que o abraço de despedida é tão vazio. Porque a partida, a despedida não pode existir ali. O que existe naquele instante é uma temporalidade que tem dias em que se parece extender eternamente. Tenho saudades. E hoje é quarta. Simplesmente.
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		<item>
		<title>Parati II</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/22/parati-ii/</link>
		<comments>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/22/parati-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 15:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Edito a história de alguém. Tomo notas. Faço apontamentos. Tento não ser intrusiva. No entanto, quando a nova versão regressa às minhas mãos, sinto que se perdeu a alma do texto. Que a voz, já não é a voz inicial - íntima, de partilha, quase envergonhada de tal exercício de exposição pessoal. É agora uma voz mais segura, mais monótona, segura de si... como quem lentamente se aproxima da meta. Fico magoada. Não com a nova voz que se apresenta tão segura. Mas pela destruição daquela insegurança que deixava assim antever&#160; uma partilha bem mais profunda e desconhecida.<br />
<br />
A história que é recontada continuamente&#160;sofre&#160;mutações que nem mesmo assim lhe confere um aspecto mais ou menos verídico, ou mais ou menos íntimo. A história que é recontada é por isso uma nova configuração em função do ouvinte, daquele que quer fazer dessa história um pouco sua também. A voz que antecede a voz que nos conta agora a história pode então surgir com uma entoação até então não esperada. E assim, aquele que conta e partilha, ganha uma nova formação física, uma dinâmica desconhecida.<br />
<br />
A história do Parati tem tantas versões quantas o número de vezes que é contada. Porque o ouvinte nem sempre está preparado para a sequência real dos acontecimentos, nem sempre está na posição de entender a partilha daqueles dias que foram em si tão longos e inesperados. Tudo se passou a níveis de intensidade não esperados, como um culminar exagerado, de quem se aproxima do final. As respostas teriam que surgir 'agora', naqueles últimos dias, antes do regresso a casa. O regresso impediria&#160;um possível retorno. O dia de partida, era também em si o dia final. O último.<br />
<br />
A casa do rio será sempre o local da acção, das noites longas, do Xolim, do cheiro a peixe ao final do dia, das novas companheiras de quarto, da sua partida, e do chegar de novas caras, e do regresso a casa depois de noites quentes. E o cruzamento da minha história com a de H., alterou não só o tom da voz com que conto a história desses dias, como também trouxe para o esquecimento a existência de outras personagens. Algumas ainda persistem na história inicial. Aquela que ficou no papel.<br />
<br /></p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Edito a história de alguém. Tomo notas. Faço apontamentos. Tento não ser intrusiva. No entanto, quando a nova versão regressa às minhas mãos, sinto que se perdeu a alma do texto. Que a voz, já não é a voz inicial - íntima, de partilha, quase envergonhada de tal exercício de exposição pessoal. É agora uma voz mais segura, mais monótona, segura de si&#8230; como quem lentamente se aproxima da meta. Fico magoada. Não com a nova voz que se apresenta tão segura. Mas pela destruição daquela insegurança que deixava assim antever&#160; uma partilha bem mais profunda e desconhecida.</p>
<p>A história que é recontada continuamente&#160;sofre&#160;mutações que nem mesmo assim lhe confere um aspecto mais ou menos verídico, ou mais ou menos íntimo. A história que é recontada é por isso uma nova configuração em função do ouvinte, daquele que quer fazer dessa história um pouco sua também. A voz que antecede a voz que nos conta agora a história pode então surgir com uma entoação até então não esperada. E assim, aquele que conta e partilha, ganha uma nova formação física, uma dinâmica desconhecida.</p>
<p>A história do Parati tem tantas versões quantas o número de vezes que é contada. Porque o ouvinte nem sempre está preparado para a sequência real dos acontecimentos, nem sempre está na posição de entender a partilha daqueles dias que foram em si tão longos e inesperados. Tudo se passou a níveis de intensidade não esperados, como um culminar exagerado, de quem se aproxima do final. As respostas teriam que surgir &#8216;agora&#8217;, naqueles últimos dias, antes do regresso a casa. O regresso impediria&#160;um possível retorno. O dia de partida, era também em si o dia final. O último.</p>
<p>A casa do rio será sempre o local da acção, das noites longas, do Xolim, do cheiro a peixe ao final do dia, das novas companheiras de quarto, da sua partida, e do chegar de novas caras, e do regresso a casa depois de noites quentes. E o cruzamento da minha história com a de H., alterou não só o tom da voz com que conto a história desses dias, como também trouxe para o esquecimento a existência de outras personagens. Algumas ainda persistem na história inicial. Aquela que ficou no papel.</p>
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		<title>Parati</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/21/parati/</link>
		<comments>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/21/parati/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 23:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[<p align="center"><img style="WIDTH: 515px; HEIGHT: 981px" src="http://amadeo.blog.com/repository/930079/3985135.jpg" /></p>
<br />
Photo by Philippe Leclerc 2007.<br />
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1. As imagens têm inevitavelmente histórias que contam ou inventam, histórias que deixam criar porque poderia mesmo&#160;ter&#160;sido assim. A criatividade das imagens não está presente apenas nos espaços que deixam em branco, como também está nas entrelinhas que não sabemos ler ou que nem por isso nos interessam. Na verdade, esta é uma foto tirada aquando os primeiros raios solares no mês de Junho de 2007. A luz estava magnífica como só a luz da manhã pode ser. E este foi o cão que me acompanhou pelos meus passeios pela cidade durante a minha estada.&#160;No entanto,&#160;o meu gostar por esta imagem é tão mais complexo!<br />
<br />
2. A Eva contou a sua história em tantas partes que se entrelaçaram e intercomunicaram que nunca cheguei a perceber aonde acabou o que ela realmente experienciou, e onde começou&#160;a ficção, porque essa sim, era&#160;o que eu queria ouvir. O seu conto quase se aproximou do fantástico. Parou-me a respiração por instantes. E no entanto, eu sempre soube que talvez, o&#160;estranho gigante que a cobria por completo com o seu corpo enquanto baratas corriam ao longo duma das paredes do quarto fosse um exagero completo - que me preenchia os espaços em branco com imagens das quais eu não sabia&#160;se havia de rir ou chorar.<br />
<br />
3. A cumplicidade natural e espontânea nunca poderá ser explicada. No entanto, a sua perda, ou mesmo a sua ausência criará em nós sempre esta necessidade de partilhar em voz alta - o quanto é difícil de construír aquilo que já lá não estava anteriormente. O potencial tem já uma existência prévia à sua materialização. O horizonte da baía do Parati ficou-me gravado na memória, não enquanto imagem, mas enquanto existência. Este foi o período mais importante da viagem - aquele em que se decidia, como uma decisão consciente e&#160;que antecede a&#160;partida, aonde começa a ficção&#160;dum experienciar que por vezes pode levar tantos meses até ser partilhado.
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<p align="center"><img style="WIDTH: 515px; HEIGHT: 981px" src="http://amadeo.blog.com/repository/930079/3985135.jpg" /></p>
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Photo by Philippe Leclerc 2007.</p>
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1. As imagens têm inevitavelmente histórias que contam ou inventam, histórias que deixam criar porque poderia mesmo&#160;ter&#160;sido assim. A criatividade das imagens não está presente apenas nos espaços que deixam em branco, como também está nas entrelinhas que não sabemos ler ou que nem por isso nos interessam. Na verdade, esta é uma foto tirada aquando os primeiros raios solares no mês de Junho de 2007. A luz estava magnífica como só a luz da manhã pode ser. E este foi o cão que me acompanhou pelos meus passeios pela cidade durante a minha estada.&#160;No entanto,&#160;o meu gostar por esta imagem é tão mais complexo!</p>
<p>2. A Eva contou a sua história em tantas partes que se entrelaçaram e intercomunicaram que nunca cheguei a perceber aonde acabou o que ela realmente experienciou, e onde começou&#160;a ficção, porque essa sim, era&#160;o que eu queria ouvir. O seu conto quase se aproximou do fantástico. Parou-me a respiração por instantes. E no entanto, eu sempre soube que talvez, o&#160;estranho gigante que a cobria por completo com o seu corpo enquanto baratas corriam ao longo duma das paredes do quarto fosse um exagero completo - que me preenchia os espaços em branco com imagens das quais eu não sabia&#160;se havia de rir ou chorar.</p>
<p>3. A cumplicidade natural e espontânea nunca poderá ser explicada. No entanto, a sua perda, ou mesmo a sua ausência criará em nós sempre esta necessidade de partilhar em voz alta - o quanto é difícil de construír aquilo que já lá não estava anteriormente. O potencial tem já uma existência prévia à sua materialização. O horizonte da baía do Parati ficou-me gravado na memória, não enquanto imagem, mas enquanto existência. Este foi o período mais importante da viagem - aquele em que se decidia, como uma decisão consciente e&#160;que antecede a&#160;partida, aonde começa a ficção&#160;dum experienciar que por vezes pode levar tantos meses até ser partilhado.
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		<title>A ligação</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/17/a-ligacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 23:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
		<category><![CDATA[em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito que pensava em como precisava de uma ligação à minha viagem pelo Brasil - como um possível retornar, mesmo ainda que temporário, até lá - para imediatamente regressar aqui. Assim, sem nunca ter percebido muito bem se tal ligação era possível de ser realizada - tenho a visita de um antigo companheiro de viagem. Daqueles que foram breves, que deixaram coisas em aberto, e que de alguma forma, com os quais mantivemos contacto.<br />
<br />
A minha lisboa foi partilhada durante uns dias por entre conversas sobre lá e cá, sobre histórias que nos cobrem a vida, sobre aquilo que afinal tínhamos em comum e não sabíamos. Os meus meses no Brasil deram-me muitas coisas boas, desde as histórias que enchem muitas páginas do meu diário de viagem&#160;até a encontros especiais que vão para lá do falado. Esta visita inesperada à minha lisboa foi a ligação&#160;em que tanto pensava. É como uma regeneração.<br />
<br />
Gosto de ligações que trazem risos de cumplicidade, livros novos às nossas vidas, partilhas de música - e mais importante... muitos planos para viagens inesquecíveis, de sonho, para um dia realizar.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Há muito que pensava em como precisava de uma ligação à minha viagem pelo Brasil - como um possível retornar, mesmo ainda que temporário, até lá - para imediatamente regressar aqui. Assim, sem nunca ter percebido muito bem se tal ligação era possível de ser realizada - tenho a visita de um antigo companheiro de viagem. Daqueles que foram breves, que deixaram coisas em aberto, e que de alguma forma, com os quais mantivemos contacto.</p>
<p>A minha lisboa foi partilhada durante uns dias por entre conversas sobre lá e cá, sobre histórias que nos cobrem a vida, sobre aquilo que afinal tínhamos em comum e não sabíamos. Os meus meses no Brasil deram-me muitas coisas boas, desde as histórias que enchem muitas páginas do meu diário de viagem&#160;até a encontros especiais que vão para lá do falado. Esta visita inesperada à minha lisboa foi a ligação&#160;em que tanto pensava. É como uma regeneração.</p>
<p>Gosto de ligações que trazem risos de cumplicidade, livros novos às nossas vidas, partilhas de música - e mais importante&#8230; muitos planos para viagens inesquecíveis, de sonho, para um dia realizar.
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		<title>Um dia aqui</title>
		<link>http://theassemblagist.blog.com/2009/03/09/um-dia-aqui/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 20:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Assemblagist </dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<img style="WIDTH: 650px; HEIGHT: 488px" src="http://amadeo.blog.com/repository/930079/3973429.jpg" /><br />
<br />
Um dia aqui... simplesmente aqui - sem a ânsia do próximo comboio, da hora da partida.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img style="WIDTH: 650px; HEIGHT: 488px" src="http://amadeo.blog.com/repository/930079/3973429.jpg" /></p>
<p>Um dia aqui&#8230; simplesmente aqui - sem a ânsia do próximo comboio, da hora da partida.
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