Pequenos Detalhes
E hoje… uma pequena imensidão de pequenos gestos tornaram o meu dia bem mais saboroso, bem mais leve, bem mais alegre do que qualquer outro dia das últimas semanas. Talvez porque também a tristeza que carregamos connosco também tenha em si mesmo uma data limite, um tempo limite de existência.
Acordei tarde. E pouco fiz durante horas. Comecei a ler um novo livro e por ele me apaixonei. Decidi esquecer os compromissos que me agarravam à realidade e li, li durante horas!
Trabalhei. Trabalhei devagar. Imaginei o próximo momento livre para voltar de novo ao meu livro. São quatro. É bom saber que depois deste tenho mais três.
E em menos de 72 horas vou voltar a um lugar pelo qual tenho um grande carinho. O lugar que me ensinou que nada é demasiado insignificante… que tudo merece ser batalhado por, se assim o sentirmos. E assim, regresso a Bristol mais uma vez.
Recebo emails, recebo mensagens – Sempre é verdade que vens? Óptimo! – E assim sonho com o passar das horas, que mais depressa se evaporarão na companhia de Takeo.
Falei com o Henrique. Deu aperto no coração. Deu saudades de lugares aos quais não vou voltar, por agora. Mas em dois minutos, como sempre, disse as palavras certas no momento certo. E de repente, trouxe de volta até mim um alegria imensa, aquela mesma que partilhei com ele tantas vezes.
A vida… a vida nem sempre é assim tão injusta.